domingo, 26 de fevereiro de 2012

AHOLA: Diário de Estúdio (Pt. 6)

A sexta parte do diário de estúdio do AHOLA foi publicada no site da STALKER – não deixe de ver o original com fotos clicando aqui! A tradução segue abaixo.

Diário de Estúdio - Parte 6

As coisas têm ido praticamente da mesma maneira com as guitarras desde minha última atualização. Eu tenho gravado minhas partes de guitarra durante os dias e Anza veio fazer uma visita rápida para gravar mais das partes dele. Eu diria que o fato de que estávamos bastante ocupados fez as coisas um pouco mais difíceis, mas eu dei um jeito de fazer minha parte e Anza estará fazendo em breve as partes dele que ficaram faltando.

A única coisa que tem me incomodado de vez em quando é que eu não encontrei nenhum som especial nos nossos amplificadores (você sabe, alguma coisa extra, nada profundamente importante). O local que estamos usando não é um estúdio, então eu não posso mover o microfone para muito longe do gabinete sem que o barulho ambiente interfira nos resultados. E não, não é grande coisa, já que em grande parte as guitarras são gravadas usando microfonização fechada, mas se você está procurando algo especial e não consegue mudando os amplificadores... você pode encontrar achando um novo lugar para o microfone. Esta não foi uma opção desta vez, infelizmente.

Claro que ainda temos o mundo digital de efeitos diferentes, modelagem do amplificador, etc., mas neste momento o melhor é encontrar o som enquanto grava. Você sabe, o negócio verdadeiro é um bom negócio.

O quê mais? Semana passada fiz minha primeira sessão de vocal. Acabou sendo bem curta em relação ao vocal, porque demorou um bom tempo para transferir todas as faixas e colocá-las nos lugares delas. Isso era algo que iríamos enfrentar de qualquer jeito, então sem problemas. Depois de todo o ajuste fino digital, nós testamos alguns microfones para mim e coisas assim. Quando encontramos o combo certo de microfone e pré-amplificador, eu cantei uma música quase inteira. O tempo estava acabando, então eu decidi deixar os refrões para a próxima. Enfim, me senti bem já que finalmente estava fazendo o meu ‘negócio’. Eu na verdade também fico um pouco assustado com esta situação. Você sabe, é isso: sem frescura, somente canto puro e simples.

Eu voltei para fazer algumas faixas na terça. Na verdade, eu cantei a música mais uma vez e grande parte do que fiz soou bem melhor. Esta é a vida de um vocal! Alguns dias são melhores que outros. Eu também cantei partes de “We Want Out”. O dia foi curto por causa de mudanças na agenda, então eu continuei com aquela música no dia seguinte... que também não foi como o planejado. O trem estava terrivelmente atrasado (e CARA estava FRIO PARA CARAMBA esperando ele!) e eu tinha que ir para Turku encontrar a banda em breve. Felizmente pude cantar todas as faixas que aquela música precisava (algumas duplicações e harmonias também).

Aqui estão algumas respostas às perguntas que vocês enviaram para mim:

Paula queria saber sobre o set up das gravações. Nós tínhamos os equipamentos no andar de cima, assim como Anza, pois todo o processo de escuta acontecia lá. O que fizemos foi colocar os amplificadores e microfone no andar de baixo e conectar a guitarra com um loooongo cabo. O microfone tinha um cabo longo para o andar de cima também, onde eu tinha o pré-amplificador e compressor e etc. Espero que tenha esclarecido essa!

Angela perguntou sobre cantar e achar o clima certo. Você está certa, estúdios são locais meio sem alma e estéreis. É bastante compreensível, já que estamos monitorando o som e tentando gravá-lo da maneira mais clara possível sem distúrbios. Mas sim, a maioria dos lugares poderia ser um pouquinho mais confortável. Enfim... você está lá fazendo sua música e tentando curti-la. Geralmente leva um tempo para achar o clima certo e o estilo para o que você está fazendo. Eu acho que um pouco de experiência também ajuda neste caso.

Que guitarras usamos? Eu estava usando minha Gibson SG’s. Eu tenho dois modelos Standard, um afinado em D e um afinado em E. Também tenho uma SG com três bobinas individuais, por isso o som é entre uma SG normal e uma Stratocaster (você sabe, um som meio ressoante). Eu gosto muito dela. Anza usa uma Yamaha SG que tem um ótimo som. Ele também tem uma Stratocaster, uma PRS, uma Jackson para a ponte de trêmolo flutuante Floyd Rose, uma guitarra barítona (não lembro o fabricante) e muitas outras. Nós tentamos várias diferentes com o Antti, mas muitas vezes a Yamaha dele trabalhou melhor. Nem sempre o preço da guitarra a torna boa! (Não estou dizendo que a Yamaha é uma guiitarra barata, mas a Stratocaster e a PRS do Anza são guitarras caras para caramba, mas elas simplesmente não soaram tão boas com nosso material).

Bom, é isso por enquanto! Obrigado por ler.  
J. Ahola" 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

AHOLA: Diário de Estúdio (Pt. 5)

A quinta parte do diário de estúdio do AHOLA foi publicada no site da STALKER – não deixe de ver o original com fotos clicando aqui! A tradução segue abaixo.

Diário de Estúdio - Parte 5

Depois que o Anza saiu da minha casa, eu tirei uns dias de folga. Eu tinha algumas outras coisas para fazer (bem peculiar, não?) e eu queria me distanciar um pouco do que tínhamos acabado de gravar. É algo muito intenso, primeiro escrever as músicas, fazer demos delas, ensaiá-las com a banda, produzir a demo da banda, e então começar a fazer o álbum oficial. Você fica meio anestesiado; sem saber o que soa bem e o que são coisas que você só achava que soaria bem.


Já que a gravação das guitarras está sendo feita na minha casa, as horas de trabalho têm variado bastante. Eu tenho feito dias mais longos ou mais curtos dependendo das outras coisas que ocupam meu tempo. Inicialmente eu queria adicionar guitarras para as músicas que o Anza já tinha gravado, já que ouvi-las com as faixas de guitarra nos dá uma melhor noção da música. Felizmente nós estamos bastante felizes com os resultados até agora. 

Eu estou feliz com os papéis que pegamos com Anza. Ele é o guitarrista solo, com todas as coisas legais que guitarristas podem fazer com seus instrumentos. Eu sou um vocalista e compositor que consegue tocar um pouco de guitarra também. Gosto de tocar guitarra de maneira firme e manter as coisas simples. Anza gosta de adicionar pancadas aqui e ali. Se ambos quiséssemos fazer isso, as coisas ficariam facilmente muito confusas! Nosso esquema funciona muito bem.


Anza voltou alguns dias depois e nós fizemos mais dois dias das partes dele. Um pouco de guitarras base e solos (fenomenais) também. Algumas coisas saem com facilidade, outras exigem mais tomadas e tempo. Sem problema, esta é a razão pela qual estamos fazendo isso na minha casa. Sem pressa e sem dobras no orçamento.

Se você tem algo em especial que gostaria de saber sobre nossa sessão de gravação, deixe uma pergunta no facebook do AHOLA (www.facebook.com/aholaband) ou no meu facebook pessoal (www.facebook.com/JAholaOfficial).


Em breve começarei as tomadas dos vocais com Antto Tuomainen apertando o botão de gravar e dizendo: “Cara, você pode fazer isso melhor!”

Obrigado por ler!”