sábado, 5 de maio de 2012

AHOLA: Resenha de Stoneface

Antes de mais nada, vamos deixar claro: essa resenha é minha opinião pessoal, de fã! Sou leiga nos quesitos mais técnicos.
Minha cópia do Stoneface chegou essa semana. O CD, em digipack, tem um conceito visual muito legal e bem desenvolvido, como se pode ver já pela capa: o rosto dos quatro integrantes mesclados em pedra. O resultado final lembra bastante a capa do disco The Miracle do Queen, que é uma grande influência de J. Ahola. A idéia também foi baseada no nome do álbum, Stoneface, que signfica rosto de pedra, em tradução livre, e no conceito das fotos feitas pelo fotógrafo Samuli Karala. A edição das imagens ficou a cargo de Ville Terämä, que fez um trabalho muito legal.

Caixinha e capinha.

A capinha, em preto, branco e laranja, tem todos os itens de praxe: créditos, letras, agradecimentos e fotos dos integrantes. Embora o nome dos integrantes esteja completamente ilegível, vale destacar que não inventaram nada que atrapalhasse ou impedisse a leitura do resto - ainda bem! Hoje em dia é fácil se perder na miríade de opções gráficas e os artistas acabam esquecendo do sentido fundamental de uma capinha, que é fornecer as informações que os fãs querem ler de maneira clara.
O álbum abre com a faixa "DonWana", uma escolha acertada. É uma música rápida, pesada e com refrão pegajoso, no bom sentido, e você acaba cantando junto antes mesmo de terminar de ouvir a primeira vez.
A segunda faixa, "Beerland" é uma intro instrumental, produzida como se fosse de um toca-discos antigo. Logo em seguida vem "As Long As I Live (Rock'n'Roll Is Not Dead)". Na minha humilde opinião, é uma das mais fracas do álbum, mas mantém a energia, rápida e com um ótimo solo rock n' roll de Antti Karhumaa.
Em "Hurricane", temos novamente o refrão que não sai da cabeça e te convida para cantar junto. Os riffs também são marcantes e os backing vocals foram bem trabalhados.
"Restless" é uma balada fantástica, é a minha favorita, para mim é a melhor música do álbum. O riff é genial, a interpretação de J. é excepcional, especialmente nas partes mais lentas e graves, e o refrão é de arrepiar. Me conquistou desde a primeira vez que a ouvi.
            "The Spell" é uma música pesada, dark. Também é um destaque do álbum na minha opinião. Os riffs são matadores. Mas o trechinho no final, a capela e com um coro como backing vocals, podia ser cortado.
            "I Walk Alone" é uma balada muito bonita, onde J. mostra sua habilidade em criar linhas vocais. A entrada para o refrão, "Where I wonder, here I ponder..." é poderosa.
            "We Want Out", outro destaque do disco, possui um riff marcante e uma linha de baixo forte. O refrão tem muita força e essa é uma daquelas músicas que você escuta de novo e de novo sem cansar. A letra é daquelas que a gente se identifica, seja qual for nossa situação: nós temos o que precisamos para vencer, nos liberte. Quem nunca se sentiu preso em um trabalho sem sentido? Ou em relacionamento sem futuro? Ou preso em uma situação sem sentido?
            "Eat me Alive" é uma música rápida e com clima Motörhead, como o próprio J. disse em um dos vídeos que fez sobre as gravações, mas tem um quê mais melódico.
            "Living the Dream" tem uma pegada muito legal, e novamente o Antti Karhumaa mostra sua personalidade nos riffs.
            "Stoneface" é uma música bastante diferente. Ela tem uma pegada bem única, e as pessoas vão amar ou odiar. Eu amei! Outro super destaque. A batera e o baixo chamam a atenção, com um balanço todo único. A interpretação do J. é quase uma conversa, e a impressão que passa, até pela letra, é que é uma mensagem bem clara para alguém.
"I Want You" é uma músicas toda animadinha que dá vontade de dançar, por estranho que pareça. As meninas que lerem a letra desta vão adorar - o J. canta que não quer só um rostinho bonito, ele quer você! Não sei quem é a sortuda em que ele estava pensando, mas todas as meninas vão pensar a mesma coisa depois dessa música: "eu tenho chance!". Mas falando sério, esta música também tem uma pegada diferente, especialmente a batera.
"Does it Matter What I Wear" é uma daquelas que eu particularmente acho que ficaria melhor sem os backing vocals da maneira como são. Não tira o mérito da música, mas... e poderiam deixar mais espaço para o solo de Antti Karhumaa - você termina a música querendo mais.
"Hurt You" é uma balada com um quezinho de bossa-nova (pelo menos para os meus ouvidos). É bonita, mas não é das minhas favoritas.
            "Cold'n'Lonely" fecha o disco com uma explosão de energia depois da baladinha. Discute como o mundo de hoje está vazio, cheio de pessoas supérfluas. Com batida forte, pegada pesada, é interessante. O final ficou meio estranho e parece até outra música, mas vale pelo solo do Antti.
            No todo, o J. dá um show de interpretação, mostrando toda a sua versatilidade. As notas absurdamente altas estão presentes, é claro, mas vemos muitos graves, momentos de força e momentos de sensibilidade. Ele mostra todas as suas facetas. Os demais músicos são excepcionais, e isso fica bem claro no álbum. Mas Antti Karhumaa se destacou, com seus solos e domínio sem igual da guitarra.
            No geral, a influência setentista de J. é palpável. Mesmo assim, o CD é relevante, pois hoje em dia poucas são as bandas de heavy rock que conseguem produzir boas músicas com simplicidade. Não tem milhares de efeitos, metais, orquestras ou instrumentos diferentes. É direto: batera, baixo, duas guitarras e um vocal poderoso. A mixagem do álbum em geral foi bem equilibrada, dá para ouvir todos os instrumentos, sem esconder os graves, como muitas vezes acontece. Ainda assim, o álbum podia ter sido um pouco menos produzido. Em algumas partes senti que os backing vocals atrapalhavam mais do que ajudavam, e algumas demos que o J. Ahola disponibilizou tinham uma energia crua que funcionava melhor. Ainda assim, o resultado final é ótimo.

Nota:
8,5/10

Destaques:
Restless
The Spell
I Walk Alone
We Want Out
Eat me Alive
Stoneface

Passo:
Beerland
As Long As I Live (Rock'n'Roll Is Not Dead)

Tracklist:
01. DonWana
02. Beerland
03. As Long As I Live (Rock’n’Roll Is Not Dead)
04. Hurricane
05. Restless
06. The Spell
07. I Walk Alone
08. We Want Out
09. Eat Me Alive
10. Livin’ The Dream
11. Stoneface
12. I Want You
13. Does It Matter What I Wear
14. Hurt You
15. Cold’n’Lonely


Você pode comprar Stoneface através do site RecordShopX(clique aqui!). Eles enviam pelo correio para o Brasil. O meu demorou exatamente duas semanas para chegar.

terça-feira, 24 de abril de 2012

AHOLA: Stoneface lançado!

O álbum de estréia do AHOLA, Stoneface, foi lançado hoje na Finlândia (já é 25/04 no fuso horário de lá).

O J. publicou um vídeo no canal dele do YouTube, com trechos de todas as músicas e várias fotos de divulgação. Veja abaixo:



O álbum pode ser comprado na Record Shop X com cartão de crédito, e eles enviam via correio - clique aqui para acessar a loja online.

terça-feira, 27 de março de 2012

AHOLA: "Stoneface" em pré-venda

O álbum de estréia do AHOLA, "Stoneface", já está disponível para pré-venda no site da loja Record Shop X (clique aqui para acessar). Eles enviam para todo o mundo e a compra pode ser feita com cartão de crédito ou Paypal. 

O CD será enviado um dia antes do lançamento (25/04) para quem fizer a encomenda durante o período de pré-venda. O prazo de entrega para o Brasil é de pelo menos 10 dias úteis.  


Atualização de 02/abril/12:

NOVIDADE! Há também uma opção com camiseta da banda - clique aqui para acessar.


segunda-feira, 26 de março de 2012

AHOLA: Capa de Stoneface

A Playground, gravadora que lançará o álbum de estréia do AHOLA, publicou hoje a capa de "Stoneface". O CD será lançado no dia 25 de abril na Finlândia.

Fonte: Playground Music Finlândia

O álbum terá 14 faixas:

01. DonWana
02. As Long As I Live (Rock'n'Roll Is Not Dead)
04. Restless
05. The Spell
06. I Walk Alone
07. We Want Out
08. Eat me Alive
10. Stoneface
11. I Want You
12. Does It Matter What I Wear
13. Hurt You
14. Cold'n'Lonely

sexta-feira, 23 de março de 2012

AHOLA: Novo vídeo c/ "Hurricane"

J. postou um novo vídeo do AHOLA no canal oficial dele no YouTube!

O vídeo traz a faixa "Hurricane" na íntegra, o tracklist do novo álbum, que se chamará "Stoneface", e imagens dos bastidores da sessão de fotos da banda.

O novo álbum ainda não tem data para ser lançado. 


AHOLA: Diário de Estúdio (Pt. 7)

A sétima e última parte do diário de estúdio do AHOLA foi publicada no site da STALKER – não deixe de ver o original com fotos clicando aqui! A tradução segue abaixo.

Diário de Estúdio - Parte Final

Aqui estamos. As coisas andaram bem e não tão bem. Tivemos problemas com os cronogramas. Às vezes, era um problema com o cronograma do estúdio, às vezes era difícil conseguir duas pessoas na mesma sala ao mesmo tempo. Antti e Jamo ficaram doentes e os backing vocals que eles estavam prestes a fazer foram adiados. Coisas assim. Mas tudo voltou para os trilhos agora!

Eu tenho feito muitos dias de vocais. Eles têm sido bem curtos, de duas a cinco horas. Mas é assim que gosto de fazer. Levando de boa e fazendo a coisa no seu próprio ritmo. OK, às vezes eu tinha vontade de fazer mais horas, mas geralmente outra coisa tinha que ser feita em seguida. É assim que a coisa anda! Antto e Jussi da Ruuhkatukka Tuotanto têm sido muito úteis durante as gravações. Eles deram suas idéias, críticas e me ajudaram a cantar melhor enquanto apertavam o botão de gravação. Eu acho que, no final, eu fui o ouvinte mais exigente de mim mesmo. É difícil ouvir você mesmo cantar - e gostar! 

Anza veio para minha casa alguns dias atrás e fez as coisas que faltavam. Na verdade, as coisas correram muito bem e fácil. Parece que o meio da semana funciona melhor para ambos. Hah! Domingos... segundas... sentindo-se cansado e sem energia! Enfim, algumas faixas básicas, pequenos extras e sons limpos de guitarra foram adicionados. Um pouco de guitarra barítono também, legal! Todas as faixas de guitarras finalmente estão lá.

Então, o álbum estará pronto em breve. Todos os vocais foram gravados e faltam alguns backing vocals e coisas assim faltando. Vamos ficar bem ocupados, mas aparentemente vamos conseguir terminar no prazo. Eu realmente gostei das coisas que o Jussi Kulomaa tem feito com a mixagem. Este disco vai detonar. Acredite em mim!

É isso aí. Esta é a parte final do diário de estúdio. A próxima coisa que vocês devem fazer é escutar o disco quando for lançado. Obrigado e cuidem-se todos!

J. Ahola
www.aholaband.com"

terça-feira, 6 de março de 2012

J. Ahola: Bilebändi 2012

Foto: divulgação.


O J. participará do programa Bilebändi como jurado. O programa é um reality show em que bandas competem pelo título de melhor banda de festa na Finlândia. 

O programa começará no dia 10 de março, com a introdução das bandas participantes: Circus Showband, Grooving High Allstars, The Jags, Likka, Lipsaset, Playa, Remix, Roope Salminen & Koirat. No dia 17 de março as transmissões ao vivo começarão, e os três jurados (Hanna-Riikka Siitonen e Juha Torvinen, além do J.) darão suas opiniões sobre as duas bandas que competirão em cada episódio. 

Um vídeo apresentando o J. como jurado foi postado no Yle - clique aqui para assistir. Infelizmente, o vídeo é apenas em finlandês e deve sair do ar em breve.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

AHOLA: Diário de Estúdio (Pt. 6)

A sexta parte do diário de estúdio do AHOLA foi publicada no site da STALKER – não deixe de ver o original com fotos clicando aqui! A tradução segue abaixo.

Diário de Estúdio - Parte 6

As coisas têm ido praticamente da mesma maneira com as guitarras desde minha última atualização. Eu tenho gravado minhas partes de guitarra durante os dias e Anza veio fazer uma visita rápida para gravar mais das partes dele. Eu diria que o fato de que estávamos bastante ocupados fez as coisas um pouco mais difíceis, mas eu dei um jeito de fazer minha parte e Anza estará fazendo em breve as partes dele que ficaram faltando.

A única coisa que tem me incomodado de vez em quando é que eu não encontrei nenhum som especial nos nossos amplificadores (você sabe, alguma coisa extra, nada profundamente importante). O local que estamos usando não é um estúdio, então eu não posso mover o microfone para muito longe do gabinete sem que o barulho ambiente interfira nos resultados. E não, não é grande coisa, já que em grande parte as guitarras são gravadas usando microfonização fechada, mas se você está procurando algo especial e não consegue mudando os amplificadores... você pode encontrar achando um novo lugar para o microfone. Esta não foi uma opção desta vez, infelizmente.

Claro que ainda temos o mundo digital de efeitos diferentes, modelagem do amplificador, etc., mas neste momento o melhor é encontrar o som enquanto grava. Você sabe, o negócio verdadeiro é um bom negócio.

O quê mais? Semana passada fiz minha primeira sessão de vocal. Acabou sendo bem curta em relação ao vocal, porque demorou um bom tempo para transferir todas as faixas e colocá-las nos lugares delas. Isso era algo que iríamos enfrentar de qualquer jeito, então sem problemas. Depois de todo o ajuste fino digital, nós testamos alguns microfones para mim e coisas assim. Quando encontramos o combo certo de microfone e pré-amplificador, eu cantei uma música quase inteira. O tempo estava acabando, então eu decidi deixar os refrões para a próxima. Enfim, me senti bem já que finalmente estava fazendo o meu ‘negócio’. Eu na verdade também fico um pouco assustado com esta situação. Você sabe, é isso: sem frescura, somente canto puro e simples.

Eu voltei para fazer algumas faixas na terça. Na verdade, eu cantei a música mais uma vez e grande parte do que fiz soou bem melhor. Esta é a vida de um vocal! Alguns dias são melhores que outros. Eu também cantei partes de “We Want Out”. O dia foi curto por causa de mudanças na agenda, então eu continuei com aquela música no dia seguinte... que também não foi como o planejado. O trem estava terrivelmente atrasado (e CARA estava FRIO PARA CARAMBA esperando ele!) e eu tinha que ir para Turku encontrar a banda em breve. Felizmente pude cantar todas as faixas que aquela música precisava (algumas duplicações e harmonias também).

Aqui estão algumas respostas às perguntas que vocês enviaram para mim:

Paula queria saber sobre o set up das gravações. Nós tínhamos os equipamentos no andar de cima, assim como Anza, pois todo o processo de escuta acontecia lá. O que fizemos foi colocar os amplificadores e microfone no andar de baixo e conectar a guitarra com um loooongo cabo. O microfone tinha um cabo longo para o andar de cima também, onde eu tinha o pré-amplificador e compressor e etc. Espero que tenha esclarecido essa!

Angela perguntou sobre cantar e achar o clima certo. Você está certa, estúdios são locais meio sem alma e estéreis. É bastante compreensível, já que estamos monitorando o som e tentando gravá-lo da maneira mais clara possível sem distúrbios. Mas sim, a maioria dos lugares poderia ser um pouquinho mais confortável. Enfim... você está lá fazendo sua música e tentando curti-la. Geralmente leva um tempo para achar o clima certo e o estilo para o que você está fazendo. Eu acho que um pouco de experiência também ajuda neste caso.

Que guitarras usamos? Eu estava usando minha Gibson SG’s. Eu tenho dois modelos Standard, um afinado em D e um afinado em E. Também tenho uma SG com três bobinas individuais, por isso o som é entre uma SG normal e uma Stratocaster (você sabe, um som meio ressoante). Eu gosto muito dela. Anza usa uma Yamaha SG que tem um ótimo som. Ele também tem uma Stratocaster, uma PRS, uma Jackson para a ponte de trêmolo flutuante Floyd Rose, uma guitarra barítona (não lembro o fabricante) e muitas outras. Nós tentamos várias diferentes com o Antti, mas muitas vezes a Yamaha dele trabalhou melhor. Nem sempre o preço da guitarra a torna boa! (Não estou dizendo que a Yamaha é uma guiitarra barata, mas a Stratocaster e a PRS do Anza são guitarras caras para caramba, mas elas simplesmente não soaram tão boas com nosso material).

Bom, é isso por enquanto! Obrigado por ler.  
J. Ahola" 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

AHOLA: Diário de Estúdio (Pt. 5)

A quinta parte do diário de estúdio do AHOLA foi publicada no site da STALKER – não deixe de ver o original com fotos clicando aqui! A tradução segue abaixo.

Diário de Estúdio - Parte 5

Depois que o Anza saiu da minha casa, eu tirei uns dias de folga. Eu tinha algumas outras coisas para fazer (bem peculiar, não?) e eu queria me distanciar um pouco do que tínhamos acabado de gravar. É algo muito intenso, primeiro escrever as músicas, fazer demos delas, ensaiá-las com a banda, produzir a demo da banda, e então começar a fazer o álbum oficial. Você fica meio anestesiado; sem saber o que soa bem e o que são coisas que você só achava que soaria bem.


Já que a gravação das guitarras está sendo feita na minha casa, as horas de trabalho têm variado bastante. Eu tenho feito dias mais longos ou mais curtos dependendo das outras coisas que ocupam meu tempo. Inicialmente eu queria adicionar guitarras para as músicas que o Anza já tinha gravado, já que ouvi-las com as faixas de guitarra nos dá uma melhor noção da música. Felizmente nós estamos bastante felizes com os resultados até agora. 

Eu estou feliz com os papéis que pegamos com Anza. Ele é o guitarrista solo, com todas as coisas legais que guitarristas podem fazer com seus instrumentos. Eu sou um vocalista e compositor que consegue tocar um pouco de guitarra também. Gosto de tocar guitarra de maneira firme e manter as coisas simples. Anza gosta de adicionar pancadas aqui e ali. Se ambos quiséssemos fazer isso, as coisas ficariam facilmente muito confusas! Nosso esquema funciona muito bem.


Anza voltou alguns dias depois e nós fizemos mais dois dias das partes dele. Um pouco de guitarras base e solos (fenomenais) também. Algumas coisas saem com facilidade, outras exigem mais tomadas e tempo. Sem problema, esta é a razão pela qual estamos fazendo isso na minha casa. Sem pressa e sem dobras no orçamento.

Se você tem algo em especial que gostaria de saber sobre nossa sessão de gravação, deixe uma pergunta no facebook do AHOLA (www.facebook.com/aholaband) ou no meu facebook pessoal (www.facebook.com/JAholaOfficial).


Em breve começarei as tomadas dos vocais com Antto Tuomainen apertando o botão de gravar e dizendo: “Cara, você pode fazer isso melhor!”

Obrigado por ler!”

domingo, 29 de janeiro de 2012

AHOLA: Diário de Estúdio (Pt. 4)

A quarta parte do diário de estúdio do AHOLA foi publicada no site da STALKER – não deixe de ver o original com fotos clicando aqui! A tradução segue abaixo.

Diário de Estúdio - Parte 4 - 23 a 25 de janeiro

Anza veio para meu apartamento no domingo, depois dos shows em Pieksämäki e Äänekoski. Nós empilhamos dois combos de head + gabinete (meu ENGL e o gabinete customizado do Anza) lado a lado e eu fiz o cabeamento e deixei-os prontos para o dia seguinte. Você sabe, meu apartamento não é um estúdio de verdade, é um lar, mas por sorte é um apartamento de dois andares e eu esvaziei um quarto no andar de baixo para os amplificadores barulhentos (desculpe, vizinhos!).

Eu tenho meu escritório, ou digamos pequeno estúdio, no andar de cima, onde escrevo minhas músicas e preparo minhas demos. Há um monitor profissional com alto-falante ativo da Genelec. Eu também tenho um ótimo (ainda assim portátil) sistema de som e um canal de som com um bom pré-amplificador, de-esser (tira os ruídos sibilantes: os esses fortes que algumas pessoas têm ao cantar ou falar), compressor e equalizador.

Eu cheguei à conclusão de que o Shure SM57 é uma boa escolha para gravar guitarra. Eu também tenho um microfone de tubo e um condensador em casa, mas eu aprendi... eles não trazem nada de muito especial. Talvez se tivéssemos mais tempo para testar e tentar conseguiríamos algo especial, mas o SM57 é uma escolha que não tem como dar errado.

Sem entrar em detalhes, eu tive alguns problemas com o programa que estou usando, já que é totalmente novo para mim, mas eu queria ter certeza de que o software não falharia. Então eu, eu mesmo e eu falhamos bastante até pegar o jeito da coisa, mas com o tempo fui pegando a coisa melhor e melhor (o que acontece com o manual? Nunca ajuda, ainda mais quando se tem pressa, hah!). Para ser honesto, Anza também precisava de um tempo para entrar no clima. Mas eu já escrevi sobre isso. Gravações são um mundo totalmente novo. O clima, o suor, o barulho, o PÚBLICO… não estão lá. Então, a gente precisa encontrar um jeito novo de abordar a música e o tocar.

Finalmente entramos nas gravações a todo vapor. Já que o relógio não estava nos esperando, decidimos começar a gravar os solos com um gabinete fechado e silencioso de guitarra. É uma invenção bem legal (e pequena!), que funciona especialmente para os solos de guitarra (as notas mais altas). A guitarra base não funciona muito bem, já que é bem estrondoso e a pegada não aparece. Anza fez um ótimo trabalho com os solos, já que ele já sabia o que tocar... por outro lado, em uma música em que eu pedi para tocar qualquer coisa ele realmente mostrou que está aprendendo o dom da improvisação. Para mim, a mágica do momento freqüentemente funciona melhor.

Vamos deixar isto claro aqui: Anza é um artista. Antti e Jari são músicos talentosos, mas também são professores e pais… você sabe, ele precisam fazer certas coisas na programação. Anza e eu estamos com uma situação diferente na vida. Anza deve estar apaixonado pelas suas guitarras. Quando gravamos isso, ele estava cheio de energia. Toda vez que queria ouvir o que ele tinha acabado de gravar... ele não parava de tocar , o que quer que seja que ele toca (country, jazz, metal, etc.). Se você der uma guitarra para ele, ele vai tocar o dia todo. Ele respira e vive música, e especialmente música de guitarra.

Nós tivemos um dia longo e estressante por conta das dificuldades. Então decidimos assistir um episódio de South Park e ir dormir.

Os dois dias seguintes foram bem parecidos. Escolher uma música. Procurar o som certo para aquela música. Tocar e verificar se a interpretação estava OK. Gravando as faixas de guitarra. Adicionando algumas coisas especiais. Tocando o solo, talvez dois… talvez três! Então, assim foram os dias. Nós gravamos coisa boa para vocês escutarem. No momento eu estou fazendo as minhas partes e o Anza voltará no domingo.

Obrigado por ler!

sábado, 21 de janeiro de 2012

AHOLA: Diário de Estúdio (Pt. 3)

A terceira parte do diário de estúdio do AHOLA já foi publicada no site da STALKER – não deixe de ver o original com fotos clicando aqui! A tradução segue abaixo.

Diário de Estúdio – AHOLA - Parte 3 – 14 de Janeiro de 2012

Jamo disse que estaria na minha casa às 09h42. Ele estava. Eu estava cansado, já que tenho a tendência a dormir depois das duas ou três da manhã. Dessa vez eu acho que já era depois das 4 quando realmente caí no sono. Então, me sentindo não muito descansado desta vez, eu entrei no carro do Jari e seguimos. Eu esqueci a minha câmera em casa, então tivemos que voltar depois de alguns minutos dirigindo. Hah desculpe, Jari!

Desta vez chegamos ao estúdio na hora. Não foram necessárias muitas preparações, já que o amplificador e o set up do baixo estavam prontos. Você sabe, eu tive meu momento com o baixo alguns dias antes. Tudo o que tivemos que fazer foi procurar o som certo para o Jamo. Não demorou muito, já que o Fender JazzBass dele soa... bem, soa como um baixo de jazz! É um instrumento versátil. Acho que é por isso que tantos baixistas o usam.

Como é freqüente, gravamos o baixo direto do DI para o disco rígido e também através do meu amplificador valvulado Marshall, que realmente detona. O pedal de distorção para baixo EBS Multi Drive nos deu o clima que precisávamos. O som ficou pronto rapidamente – um som que não faz acordos! Como não deve. Isto em rock ‘n’roll, sabe.

Jarí ligou o instrumento dele e estava pronto para fazer história. Começamos pelas faixas que ele se sentia confortável para começar. Sabe, as músicas que temos tocado há mais tempo. A princípio levou um tempo para afinar o cara também. É normal levar um tempo para achar o clima no estúdio. O jeito como se toca seu instrumento ao vivo nem sempre é o jeito que funciona no estúdio, com o metrônomo ticando no fundo e tal e coisa. 

Depois de algumas tomadas Jari achou o clima certo. A maioria das músicas foi assim: Jamo fez duas, talvez três tomadas e nós a ouvimos. Se havia algo para arrumar, nós arrumamos. O toque geral foi ótimo e ele tocou de maneira muito precisa. Talvez apenas duas músicas precisaram de mais tempo, já que eram novas e nós ainda estávamos pensando no melhor jeito para lidar com elas. Logo descobrimos.


No geral, Jari fez um ótimo trabalho. Treze músicas em um dia, sem compromissos. Ele também usou seu baixo customizado tipo Thunderbird em algumas músicas que foram alteradas para afinação em Ré. Aquele baixo realmente rugiu como uma besta! Um belo tempero à mistura.

 O dia acabou e Jari realmente mereceu boa comida e algumas cervejas. Você sabe, eu tenho apenas escutado e produzido a maior parte do tempo – e eu tenho a chance de celebrar todas as pequenas vitórias pelo caminho! Obrigado Jari e obrigado a vocês por lerem.


O próximo desafio será as faixas de guitarra. Eu acho que elas levarão mais tempo.

Até a próxima,
J."

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

AHOLA: Diário de Estúdio (Pt. 2)

A segunda parte do diário de estúdio do AHOLA já foi publicada no site da STALKER – não deixe de ver o original com fotos clicando aqui! A tradução segue abaixo.

Diário de Estúdio – AHOLA - Parte 2 – Dias 08, 09 e 10 de Janeiro de 2012

"Depois de uma manhã um pouco acidentada, ou deveríamos dizer meio dia, voltamos ao estúdio. Desta vez foi apenas Antti e eu, já que Anza e Jamo já tinham saído. Primeiro escutamos as faixas de apoio que fizemos para o Antti. Duas das tomadas já soavam muito boas. As músicas eram Stoneface (na qual Antti achou um groove legal) e uma de rock puro que eu escrevi há algum tempo. Então ao invés de 14 faixas de bateria para gravar, tínhamos 12.  Bom!

Antti estava se sentindo meio mal (porque será, há!), mas ele lutou como um verdadeiro soldado. Foi um tanto quanto hilário vê-lo tocar e bufar de exaustão! Enfim, depois de talvez três músicas ele estava se sentindo bem melhor e as coisas foram muito bem.

Então, foi bem assim: “OK, vamos tentar esta música desde o começo” e nós a ouvíamos inteira. Às vezes era “Hum… Eu acho que esse não foi o seu melhor. Você pode tentar de novo?” ou “Isso foi legal! Você só tropeçou um pouco aqui, então vamos deste ponto e tocamos juntos e é isso”.  Quando chegou a noite Antti já tinha terminado tudo. Valeu muito a pena ensaiar apropriadamente e é claro que as habilidades de Antti como baterista se mostraram muito bem. Você sabe, este cara toca guitarra e teclados muito bem também!

Tínhamos então as 14 faixas de bateria prontas para serem editadas. Decidimos deixar isso para o dia seguinte. Isto significava que o Antti estava pronto e na segunda seria apenas Jani e eu. E assim foi. Nós passamos por todas as faixas detalhadamente e as editamos. Foi um trabalho mais lento do que eu esperava (“Ah, eu esqueci este trecho, não se encaixa muito bem”, “Espere um segundo, eu acho que tem outra tomada melhor que este”, etc.), mas depois que isto foi feito, ainda tive tempo de tocar um pouco de violão também.

Nós começamos com uma música chamada Restless que contém uma parte simples de violão que é tocada uma corda por vez. Já que eu queria que fosse bem preciso, demorou um tempo para tocar inteira. Também havia partes tradicionais, onde eu só dedilhava o violão. Estas foram as partes fáceis. Um ou duas tomadas e pronto. Jani estava cansado, então decidimos continuar no dia seguinte.

Na terça-feira eu estava de volta para o violão. Eu acabei usando um Taylor que Jani já tinha no estúdio. Inicialmente eu queria ter usado meu próprio Takamine (você sabe, quando se toca o próprio violão, ele serve como uma luva), mas eu realmente gostei do violão que ele sugeriu depois de tocá-lo por um tempo. Stoneface precisava de um pouco de violão para os refrões. Também decidimos tocá-lo em Ré maior ao invés de Mi maior, por que queríamos um som mais pesado. Eu só afinei o Taylor em drop-D já que de outra maneira precisaríamos de cordas mais grossas e alguns ajustes. Hah, levei um tempo para me adaptar e tocar com a afinação diferente, mesmo que somente uma corda estivesse em outra afinação.

(N. da T.: drop-D é uma afinação de guitarra/violão onde a corda mais grave é afinada em ré, ao invés de mi, como na afinação padrão.)

E aí nós temos essa música diferente. Antti tocou a maior parte com vassourinhas e há um monte de violão nela. Eu dedilhei bastante nesta. Vamos ver como esta música vai soar. É uma legal e diferente ou mais como uma faixa bônus. Veremos!

Como eu também sou um tipo de baixista, eu queria ter meu momento com as quatro cordas. Nós temos uma música justamente para o meu estilo de tocar, com um monte de distorção e ataque no som. Esta música em particular foi escrita há um bom tempo, então era bem familiar para mim. Eu fiz em dois tomadas. A primeira foi tipo “Ah sim, eu deveria ter tocado assim e assado”. A segunda vez tinha o que a música precisava.

Então é isso! Nós estaremos de volta ao estúdio amanhã (que significa 14 de janeiro enquanto escrevo isso) e então Jamo estará fazendo as partes de baixo dele. As coisas irão bem, já que ele é um baixista muito firme."

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

AHOLA: Diário de Estúdio (Pt. 1)

            O J. está escrevendo um diário de estúdio sobre as gravações do álbum de estréia do AHOLA. Ele está sendo publicado na Stalker Magazine – a primeira parte foi disponibilizada hoje. Não deixe de acessar o post original clicando AQUI e veja as fotos! A tradução segue abaixo.


            Ele também publicou um vídeo bem legal com cenas dos bastidores de shows, ensaios e da gravação (apenas em inglês). Clique aqui para assistir. No vídeo podemos ouvir a versão demo da música Stoneface, que fará parte do álbum.

12 de Janeiro de 2011 - Diário de Estúdio do AHOLA

Cidade: Tampere
País: Finlândia
Website: www.aholaband.com
Data: Janeiro de 2012

O AHOLA é o novo projeto do vocalista Jarkko Ahola (Teräsbetoni, Northern Kings), Antti Karhumaa, Jari Laitinen e Antti Mäkelä. Todos que conhecem o J. sabem que este cara representa música pesada com vocais ainda mais pesados, poucos vocalistas de metal conseguem alcançar notas tão altas quanto ele. Seu novo “bebê” agora está ocupado com as gravações do álbum de estréia e o J. irá pessoalmente mantê-lo atualizado sobre o progresso, com exclusividade para a STALKER.

Parte 1 – 07 de janeiro de 2012
            Já era tempo de fazer o que começamos no último sábado: entrar em estúdio com 14 músicas do AHOLA. Isto já estava cozinhando há algum tempo, e nós temos ensaiado as músicas juntos sempre que há  tempo. Na verdade eu escrevi uma música nova apenas três dias antes de entrar no estúdio. Os caras acharam que ela era legal e nosso baterista Antti pegou na hora, embora ela tivesse várias partes e alguns elementos de progressivo. Sabe, é mais fácil aprender coisas novas quando você gosta do que está aprendendo!
            A maioria da banda mora próximo a Turku, então nós fizemos jams e ensaiamos por lá. Eu moro a aproximadamente 130km de distância, então levo um certo tempo para ir e voltar. De qualquer maneira, também demorou um certo tempo para os caras chegarem onde eu moro, na verdade atrasamos duas horas para chegar no estúdio! “Oi Jani (técnico do estúdio), nós chegaremos em torno do meio dia”. “Oi de novo, eu acho que uma hora é mais próximo do horário em que chegaremos”. “Hum... oi de novo, nós chegaremos um pouco mais atrasados. Tipo, depois das duas... só um pouco. Desculpe...”
            Bom, que diabos! Nós somos músicos (é nossa prerrogativa estar atrasados, certo?) e Jani Viitanen, o cara o estúdio, nos disse que isso não era nada. Algumas pessoas simplesmente NUNCA aparecem. Eu realmente não sei qual o objetivo disso, mas quem se importa. NÓS estávamos lá afinal e todos pareciam se sentir bem. E por que não? Nós estávamos criando músicas novas ali!
            Então, o estúdio que queríamos usar para gravar a bateria (e ainda vamos usar para baixo e violão) chama-se Headline Studio. Está no centro de Tampere Rock City há 15 anos e eu realmente gosto da atmosfera de lá. Os caras da banda também gostaram quando viram pela primeira vez, ao entrar. Nós descarregamos os amplificadores da bateria e do baixo da van Volkswagen velha para danar do pai do Antti (deve ser do começo dos anos 80) e começamos a montar o set da bateria. Na verdade, antes o Antti trocou as peles dos tambores, mas isso não demorou muito. Os outros tiveram tempo de fazer o check-in no hotel e sentirem-se em casa. Eu acho que isso envolveu alguma cerveja também...
            Fazer a bateria soar como queríamos levou algum tempo – claro, nunca é um trabalho fácil ou rápido. O bumbo, que eu pensei que seria difícil, demorou pouco, mas nós tivemos problemas com os tons – o equilíbrio entre eles, para ser exato. Um soava muito quadradão e o outro muito monótono. O tom maior foi só o caso de ajuste, mas nós não conseguíamos fazer o primeiro tom soar direito. Então nós testamos um velho tom Sonor que o Jani já tinha lá no estúdio. Era exatamente o que precisávamos! O ajuste era exatamente o mesmo que o tom do Antti tinha, mas simplesmente soava melhor. Mais cheio. Então pronto, era isso.
            Depois disso nós tentamos encontrar o som correto para a caixa. Nós testamos quatro caixas diferentes sem atenuação. Eu achei que os sons atenuados eram melhores e escolhemos duas caixas diferentes. Uma para as músicas mais rápidas e uma para as mais lentas e mais pesadas. Também usamos um chimbal para algumas músicas. Além da microfonação individual, usamos dois tipos de microfonação geral. Um para um som mais amplo e um para o oposto. Nós também tínhamos dois pares diferentes de som ambiente para dar um peso na bateria. Então, era isso. Bateria soando certa e os microfones nos lugares certinhos. OK, vamos lá!
            Eu estava bastante envolvido com a elaboração do som, mas também tivemos tempo de falar besteira e fazer toda a sessão de maneira relaxada. Nós beliscamos alguma coisinha e depois estávamos prontos para tocar todas as faixas juntos. A idéia era fazer faixas de apoio para o Antti, de maneira que ele tivesse a sensação de tocar com a banda enquanto gravávamos os vários takes. Alguns dos primeiros takes do Antti foram tão bons que os escolhemos para serem as versões finais. Levou um tempo para tocar todas as catorze até que ficassem boas o suficiente para o Antti se basear. Depois disso nosso dia estava completo. Era definitivamente hora de celebrar a nova experiência que estávamos tendo e ainda teremos!
            E não nos divertimos? Claro que sim! Nós fomos a um belo restaurante chamado Praha para tomar umas cervejas e umas bebidas – e claro, comemos. O dia passou super rápido e ninguém tinha comido comida de verdade, então já era tempo! Mais tarde Jani se juntou a nós e contou algumas histórias engraçadas sobre – quem mais? – nós, músicos. Cara engraçado e legal para se trabalhar. Nós acabamos em um bar de rock local e... bem, esta é outra história! A manhã seguinte não foi das mais fáceis...
            Eu voltarei!
            J.

Vídeo: Living the Dream (primeiro show e cenas do estúdio) http://youtu.be/d7OE790-OqA

domingo, 8 de janeiro de 2012

J. Ahola: Biografia

Foto: divulgação.

Jarkko Kalevi Ahola (pronuncia-se Iár-ko Kálevi Árrola) nasceu na cidade de Toijala (atualmente chamada Akaa) em 24 de agosto de 1977. Desde criança, tinha uma grande imaginação e um quê dramático. Durante o ensino básico, a criatividade começou a se desenvolver e ao chegar ao final do ensino fundamental, ele descobriu um kit de bateria em uma das salas, e desde então ele se apaixonou pela música.
Logo J. montou uma banda com amigos da escola. Embora não tivessem conhecimento na época, a empolgação fez com que eles aprendessem rapidamente. A banda chamava-se Tribunes (antes JVS) e era influenciada por Deep Purple, Rainbow, Black Sabbath, Whitesnake, David Coverdale, Dio e Glenn Hughes. Aos 13 anos, meio sem querer, ele se tornou o vocalista da banda e embora acreditasse não ser muito bom naquilo, insistiu e nunca mais deixou de cantar.
A banda terminou em 1991, mas ele continuou experimentando com música, e desenvolveu seu talento com a composição de músicas e letras. Em parceria com Antti Mäkelä, escreveu músicas para a banda High Voltage e eventualmente tornou-se capaz de compor músicas inteiras, das letras aos arranjos. Durante os anos, J. participou de diversas bandas:
High Voltage (1992–1996): formada com Antti Mäkelä. A banda gravou diversas demos.
Bulldozer (1996–2000): Ville Lehtinen, amigo de infância, convidou J. para um teste e ele se tornou então o vocalist. Em 1997, ganharam um concurso de melhor banda local e gravaram duas demos, Bulldozer e Love/Hate. 
Foto: Anni Lehtinen.
Two (2000–2003): inicialmente um duo formado com Jami Katajisto, faziam shows acústicos locais. O duo se tornou um trio com a adição de Heikki Ahonen como baterista.
Helmisetti (2001-): formada com Krisse Leppänen e Antti Mäkelä, a banda tonou-se popular nos bares locais e é focada em versões de clássicos antigos, rock, pop e metal, com setlist eclético. A banda anda se apresenta uma ou duas vezes por ano. A última apresentação foi em 25/dez/2011 em Viiala, Finlândia. Os músicos se alternam nos instrumentos. Um vídeo desta apresentação pode ser visto na página oficial do J. no YouTube.
Critical Mess (2003–2004): a banda tocava principalmente covers, com foco em hard rock. Formada com Pate Laitinen e Juspa Sillanpää.
Cosmic Spell (2003): formada com Ville (Lehtinen) Terämä e Heikki Ahonen. Chegaram a gravar duas demos (em 2004 e 2006), mas a banda foi pausada devido à popularidade do Teräsbetoni. No MySpace oficial do J. é possível ouvir a ótima música Once.
Dreamtale. Foto: divulgação.
Dreamtale (2004–2005): é uma banda de power metal que já tinha dois álbuns quando J. entrou. Ele gravou o terceiro álbum, Difference, e um single, Wellon, mas deixou a banda devido ao sucesso do Teräsbetoni. No MySpace oficial do J. é possível ouvir a música Sail Away e Fly.
Em 2002, J. decidiu estudar e fez o curso de Gravação Digital e Música Comercial na Universidade de Ciências Aplicadas de Pirkanmaa, onde aprendeu mais sobre gravação, mixagem e produção. Durante os estudos, conheceu A. Järvinen e V. Rantanen e durante algumas conversas, tiveram a idéia de montar uma banda de heavy metal que cantasse em finlandês. Assim, em 2003, nasceu o Teräsbetoni, que fez imenso sucesso na Finlândia nos últimos anos.
Ele possui um pequeno estúdio caseiro onde trabalha suas composições e J. é, atualmente, um compositor prolífico e multifacetado. Além disso, desenvolveu seus talentos como músico durante os anos, sendo capaz de tocar guitarra, baixo e bateria, além de cantar.
Em 2011 o Teräsbetoni anunciou uma pausa no grupo e J. iniciou um novo projeto, a banda AHOLA, que tem um som mais rock n’ roll tradicional e letras em inglês. Em 07 de janeiro de 2012 o AHOLA entrou em estúdio e o álbum deve ser lançado no decorrer deste ano.

Fonte: todos os sites listados ao lado.

J. Ahola: Vídeos

Canal Oficial do J. Ahola
Possui vários vídeos com o dia-a-dia dele. Alguns vídeos estão em inglês, alguns apenas em finlandês.

Canais de Fãs no YouTube
Vídeos ao vivo feitos por fãs sortudos, com várias aparições de J. Ahola em seus diferentes projetos.

Mystical Maidens
http://www.youtube.com/user/MysticalMaidens

Atturam    
http://www.youtube.com/user/Atturam

CalthaGold         
http://www.youtube.com/user/CalthaGold

Novelle77                                        
http://www.youtube.com/user/Novelle77

Vídeos de Participações Especiais
Jouluksi kotiin: Sylvian joululaulu
Concerto especial de Natal, gravado e televisionado em 25.12.2011 junto com uma Orquestra de Vantaa e o condutor Nick Davies. Esta magnífica interpretação foi muito comentada, e considerada um dos destaques da noite.

Anthriel: Controversial Euphoria
Participação de J. como vocalista substituto no Sauna Open Air, Tampere, Finlândia, em 11.06.2011. No mesmo canal estão disponíveis outras músicas desta apresentação.

J. Ahola: Outros Projetos e Participações

O J. é bastante presente na cena finlandesa e participa de muitos eventos, projetos e shows especiais. Abaixo estão os mais recentes. 

Foto: Viviane Lake.
- Shows solo
J. Ahola faz pequenas apresentações acústicas, geralmente acompanhado de Antti Mäkelä, em bares e restaurantes. Toca clássicos do rock, como Queen, Rainbow, Thin Lizzy, Whitesnake, AC/DC, Uriah Heep e muitos outros. São shows intimistas, e há muitos vídeos destas apresentações nos canais do YouTube listados no post de vídeos.

Fonte: páginas oficiais do J. listadas ao lado.



- Jouluksi kotiin
O Jouluksi kotiin foi um concerto especial de Natal televisionado. Acompanhados de uma Orquestra de Entretenimento de Vantaa, JP Leppäluoto, Tony Kakko, Johanna Kurkela e o J. cantaram canções tradicionais de Natal. O maestro Nick Davies fez a regência. A interpretação de J. da música Sylvian joululaulu foi considerado um dos destaques do concerto (assista-o no post de vídeos).

Fonte: páginas oficiais do J. listadas ao lado.

- Concertos – Tributo ao Queen
Foto: divulgação.
As orquestras das Forças Aérea e Naval finlandesa fizeram quatro shows tributo ao Freddie Mercury (fazem 20 anos da morte dele) e ao Queen (que completou 40 anos). Diversos clássicos do Queen foram arranjados para serem tocadas pela orquestra e J. foi convidado como vocalista. Os shows aconteceram entre 11 e 18 de novembro de 2011 em Jyväskylä, Tampere, Helsinque e Turku. Os vídeos também podem ser vistos nos canais de fãs do YouTube.

Fonte: páginas oficiais do J. listadas ao lado.


- Hengitä sisko 
J. Ahola fez uma versão de Hengitä sisko que aparece em dois álbuns:


Pispalassa Jytää
Álbum – Lançado em 2010
Este álbum é um tributo à banda Coitus Int. and Juice Leskinen, e o lucro das vendas do CD é doado à Federação de Lares & Abrigos para Mães e Crianças. J. cantou a música Hengitä sisko.


  

Maalaispojan Laulut
Álbum (ao vivo) – Lançado em 2011
O músico finlandês Mikko Alatalo (autor da Hengitä sisko) completou 60 anos e um concerto comemorativo foi organizado. Vários músicos foram convidados para tocar/cantar as músicas dele, e J. foi um deles. Ele apresentou Hengitä sisko ao vivo, em show que foi televisionado e gravado. O álbum Maalaispojan Laulut contém as versões ao vivo das músicas apresentadas.

Fontes: páginas oficiais do J. listadas ao lado, Mikko Alatalo e Wikipedia


- Anthriel
O Anthriel é uma banda de metal progressivo que esteve, em 2011, temporariamente sem vocalista. J. participou como vocalista substituto em dois momentos.
Primeiramente, ele gravou uma música com o Anthriel para o álbum Embrace the Sun, que foi lançado para levantar fundos para as vítimas do tsunami no Japão, através da Cruz Vermelha. A música chama-se Circle of Life, foi composta por Timo Niemistö e a letra foi escrita pelo J.
Posteriormente, J. cantou durante o show deles no Sauna Open Air, que aconteceu em Tampere, Finlândia, em 11/jun. Há vídeos da (ótima) performance no YouTube (veja post sobre vídeos).

Fontes: páginas oficiais do J. listadas ao lado e Anthriel.


- Sauruxet
O Sauruxet é uma banda de heavy metal para crianças, composta por músicos que se vestem de dinossauro (e um dragão). A banda é bastante popular na Finlândia, tanto com as crianças quanto com os pais. O álbum de estréia, “Saurusplaneetta“, lançado em setembro de 2011 e contém duas composições de J. Ahola.

Fonte: páginas oficiais do J. listadas ao lado e SauruXet.